11 de fevereiro de 2013

dust

Dá cor ao vento e à água que empurra as palavras deste livro que transporta a nossa história. Deixa correr, deixa a corrente dos versos levar o negro ódio que me restou de ti. Deixa morrer aquilo que já partiu, aquilo que tu deixaste de ver e eu tenho de esquecer. Mata-o por mim, se ainda te recordas do tempo que já foi nosso. Do tempo em que eu vivia dentro de ti. Do tempo em que eu me alimentava do teu calor. Faz-me esquecer. Leva de mim todas as intensas memórias que deixaste para trás. Porque não as levaste contigo? Que mal fiz eu para ter de ficar com todas elas? 
Chama a mulher a dias! Ela esqueceu-se de te varrer de mim.

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