Continua. Continuará.
Faz com que eu perceba que esta dormência não passa de um segundo do suspiro de uma vulgar flor. Que todo este caos horrível interrompido pelo tempo de infância tardio foi fruto de uma imaginação tão fértil como o solo que deu vida à Mãe.
Tenho um suspiro infinito dentro de mim, um suspiro. Que não vai morrer, não agora, não nunca. Vai manter-se no intenso caminhar ao qual lhe chamam de vida. Vida que todos nós partilhamos e mal tratamos. Vida pela qual nos levantamos e testamos os incontornáveis limites.
E no fim, quem somos nós? Seremos as tais almas perdidas? Aquelas que flutuam num mar que termina no horizonte que nos guarda no canto das sereias? Seremos isso? Apenas memórias quase apagadas pelo ponteiro incessante dos segundos? Diz-lhe para parar! Eu quero parar aqui!
Sem comentários:
Enviar um comentário