24 de fevereiro de 2013

21fev

É como se já cá não morasse.
É como se minha alma já não te carregasse.
Tenho todo o teu ser presente,
mas todo tu tão ausente.

Sei que este sentimento nunca vai mudar,
mas reconheço que já não dói.
Já me deixa respirar
De mim nada corrói.

Mas o que é afinal?
É amor eterno
e já não me faz mal.

Apesar de cansada, habituei-me.
Habituei-me à dor agoniante,
Ao sofrimento constante.

Sou neutra ao teu olhar,
e neutra permanecerei.

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