9 de setembro de 2013

num copo de vinho

Ponderai dizer confiante que haviam memórias assim. Daquelas sentadas na cama, escura, iluminada pela luz que a lua guardou, pelo velho despertador que faz com que consiga definir todas as linhas da minha imperfeita silhueta feita à imagem de uma alma completamente perdida por entre músicas que tocam no fundo do mar e provocam ondas que acabam com vidas que viviam com os pés presos ao chão, que nunca tocariam num avião.

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